Índice de isolamento social em julho é de 45,8%, em média.

Etapa mais restritiva de retomada econômica deve durar até o dia 24, quando um novo anúncio será feito pelo estado.

Ribeirão Preto e Franca seguem na fase vermelha do Plano SP Após Ribeirão Preto (SP) e região permanecerem na fase vermelha do Plano São Paulo, e um dia depois de o município atingir 99,4% na taxa de ocupação de leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19, o secretário municipal de saúde Sandro Scarpelini pediu mais empenho da população na quarentena para conter o avanço da doença na cidade. Mesmo com o funcionamento apenas dos serviços considerados essenciais em Ribeirão Preto desde o dia 15 de junho, o índice de isolamento social na cidade, nos primeiros dias de julho, tem uma média de 45,8%, de acordo com o Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo.

“A população não está entendendo que vai chegar uma hora que [ o infectado] pode se eu mesmo, a própria pessoa, o pai, o irmão.

Aí nessa hora começa a gritar que não tem leito”, disse em entrevista ao vivo para a EPTV. Uma nova atualização do Plano São Paulo pelo governo paulista está marcada para o dia 24 de julho. Partidas de futebol são interrompidas pela Guarda Civil em Ribeirão Preto (SP) Divulgação / GCM No limite De acordo com o último boletim epidemiológico, Ribeirão Preto tem 7.001 casos do novo coronavírus e 214 mortes causadas por complicações da doença.

Para evitar um colapso no sistema de saúde, a Prefeitura informou que o governo do estado já foi acionado para liberar mais 16 leitos de UTI entre esta sexta-feira (10) e sábado (11).

Dessas vagas, seis seão para o Hospital Santa Lydia e 10 para o Hospital São Lucas. O HC, que tem 61 pacientes internados em estado grave com Covid-19 nos 63 leitos disponíveis nesta sexta, também deve aumentar a capacidade nos próximos dias.

A expectativa de abertura é de novas 28 vagas.

Nas enfermarias, a ocupação é de 106%, com 53 pacientes internados. “Nós estamos fazendo nosso papel, a região inteira, os hospitais, o município, o HC.

Mas uma hora vai ser finito.

Precisa entender isso.

Uma hora vai ter um parente seu precisando de leito e não vai adiantar chorar depois que não tomou os cuidados necessários na hora certa”, afirmou.

Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto Antônio Luiz/EPTV